
Um mês após a morte de Sorya, num dia de sol, Mick tenta convencer Hariel a sair...
- Iremos passear um pouco pelo concorvado, Ruivinha!Qual é o problema? - Diz Mick, tentando convencer Hariel á sair de casa.
- Não quero! - Ela diz deitada na cama.
- Você tá com medo de cair é? Eu te seguro. - Ele deita-se ao lado dela e a abraça.
- Não, quero evitar problemas pro papai. - Diz tensa, demonstrando que por ela iria.
- Então você quer ir? - Diz sorrindo.
Ela cala-se e friamente responde: - Se for possível "purificar", sim! Eu gostaria de ir. Mas ao mesmo tempo não quero causar problemas pro meu pai.
Ele a olha triste. - Não se preocupe, não permitirei que você ataque ninguém em publico.
Ela o olha irritada. - Não sei como reagiria vendo um deles de novo. Meu corpo sobe de temperatura só de pensar em encontrar um. - diz com o olhar parado como se imaginasse um encontro.
- Vingança é pecado, mana! - Ele diz um pouco preocupado.
- Eu sei, mas não posso evitar! - Diz com o olhar fixo.
- Vamos chegar lá você irá é se divertir, tenho certeza. - Diz sorrindo e levantando-se da cama.
- Eu vou, mas vamos evita-los. - Diz com medo do que ela pode fazer.
- Está bem.Mas ainda vou provar que você consegue ficar cara a cara com um.
Horas depois, Hariel e Mick estão na base do corcovado. Hariel avista pessoas e logo desconfia, usando sua habilidade de detectar o mal em algo ou alguém. Nada de diferente. Eles começam a escalar por um lado mais isolado do corcovado, para que possam, se necessário, voar. Não tarda muito para estranhas pessoas aparecerem.
- Ei!Gatinha desse aqui! - Uma voz fala para Hariel.
Ignorando a voz grossa e de aspecto bastante áspero. Mick olha e se assusta, mas tenta disfarçar olhando para Hariel.
- E ai, não vai olhar não...tão te chamando de gatinha! kkkk... - Quando Mick rir Hariel nota a falsa tentativa de Mick de disfarçar o nervosismo.
- O que foi? Olha para baixo e observa, dois homens muito sujos e com roupas rasgadas, que a faz lembrar os homens que seu pai, sua mãe e ela foram atrás naquela noite.
Hariel não conegue se controlar, e impulsiona todo o corpo para trás, gira no ar e de trás da mochila tira as adagas de sua mãe. Cai nas costas do mais jovem, enfiando as adagas mágicas em pontos de paralisia. No momento em que o outro vai acerta-la, Mick cai em suas costas apenas o fazendo perder a ação de ataque. Hariel puxa as adagas de modo á leva-las até o pescoço dele, e quando consegue é arremessada longe pelo homem que começa a crinar. Ela abre suas asas evitando a queda e retorna ao campo. O mais velho prepara-se para ataca-la quando Mick retira pequenas adagas da parte de trás de sua calça, e arremessar contra o lobo maior. Este uiva ao receber o ataque e volta-se para Mick.
Hariel utiliza de kung-fu auxiliado com adagas simples de prata, e paralisa o lobisomem jovem que se encontra bastante ferido, mas ainda de pé. Larga as adagas simples e utiliza as mesmas adagas retiradas do corpo do jovem lobisomem e enfia nas costas do outro, recebendo como resposta garras em seu braço, que corta sua carne fazendo aparecer seu osso. E como se ela esquecesse o ataque ela continua a perfurá-lo, enquanto em sua mente vem o sangue de sua mãe espirrando em seu corpo, Mick consegue ficar atrás de Hariel, abrindo as asas, ele a abraça e voa pra longe. Hariel começa a bate-lo.
- Me larga! - Ela grita com a voz em tom de fúria.
- Hariel, você não pode lutar contra eles! - Mick fala preocupado.
- Eu vou matá-los!!! - Ela continua.
- Seu corpo, olhe como está? - Ele a olha e a ver sangrando muito.
Ela se olha e ignora os ferimentos. - Eu quero matá-los! - Diz retirando sangue de algum canto que nem mesmo Mick sabia dizer de onde.
- Vamos sair daqui. Você não está bem...
- Eu tô otima, vou ficar melhor quando acabar com ele. - Tentando se desfazer das mãos de Mick, sem sucesso.
- Eu não vou te soltar. - Ele diz voando pela arvores, distanciando-se do local.
- Não me force... - Ela fecha a cara, o rosto com um aspecto de raiva. Ela o bate no pescoço, tentando-o apaga-lo.
Ele grita de dor. - Ahh! Me perdoe, Hariel! - Ele a bate no rosto, fazendo-a desmaiar. Ele a olha em seus braços, com um olhar de culpa. Desse próximo a um caminho, fecha as asas e a leva nos braços até o carro.
Minutos depois chegam em casa, ele a leva para o quarto e chama a querubim que trabalha para Ekamiah. Logo ela chega ao quarto de Hariel.
- O que houve, Mick? - Diz já se dirigindo a Hariel estirada na cama.
- Acho que ela não gosta mais de cachorros! - Diz tentando brincar com a situação.
- O que? Cachorros? - Diz a querubim sem entender, enquanto cura Hariel.
Minutos depois, alguém abre a porta com força assustando Mick e a querubim.
- Hariel?!? O que houve, Mick? - Ekamiah pergunta preocupado.
Ele se aproxima da filha deitada, e acaricia seu cabelo beijando-a na testa.Enquanto Mick conta o que aconteceu.
- Minha filha, o que você fez? - Diz triste.
- Ela não pode mas se envolver com Lobisomens, Tio. É perigoso para ela.
- Não a leve mais para esses cantos, Mick. Por favor, não quero vê-la assim. - diz olhando-a na cama. Vamos deixá-la descansar agora. Diz saindo e retirando os dois do quarto.
Após acordar, Hariel se ver no seu quarto, lembra do que houve e num impulso, derruba o abajur do criado-mudo.
- baff!!
Logo ela escuta passos no corredor.
- Hariiiel! - Uma voz grita em tom de preocupação.
Ela ignora o som e levanta da cama, em direção a janela, cambaliando.
- O que foi isso? - Era Mick, entrando no quarto.
Ela continua calada, apenas olhando pela sacada.
- Você não está bem, volta pra cama. - Ele diz olhando o abajur no chão.
- Eu realmente não estou bem, Mick. Eu queria tê-los matado... - diz puxando a cortina.
- Pare com isso, você não é mais uma criança! - Ele grita em tom de autoridade.
- Você não é minha mãe! Pra falar assim comigo... eu tenho direito de matá-los, pelo que eles fizeram a nossa familia. - diz aos gritos.
- Você sabe tão bem quanto eu, que não é bem assim, sua mãe quis morrer por você, então faça isso valer sendo menos inconsequente. - ele fala com o mesmo tom de antes.
Ela cala-se e cai no chão do quarto. Minutos depois sussura.
- Eu não consigo! Eu os vejo e algo cresce dentro de mim, a vontade de matá-los é indescritivel, e o pior é que não sinto prazer quando os consigo ferir, apenas dor, lembranças dela naquela noite... - ela fala com um tom de quase desespero.
- Você consegue...basta você querer! - ele diz tentando continuar rigido.
- O melhor seria que nada disso tivesse acontecido... ela não merecia morrer. Eu que errei naquela noite, eu é que deveria ter caido, não ela. - diz já chorando.
- Mas ela fez a escolha dela, Hariel! Agora faça a sua. - ele diz se abaixando e a abraçando. - Você não pode continuar errando no mesmo ponto que daquela noite. você precisa além de reocnhecer, consertar seus erros; nem sempre terá a gente ao seu lado, deve seguir seu caminho, sempre tentando ser melhor do que era ontem, entendeu, Ruivinha? - diz pegando-a nos braços e deixando-a novamente na cama.
- Agora descanse, amanha quero lhe mostrar algo. Que talvez a faça melhorar de humor.

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